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Por Natalia Cuminale (Veja)

“As pessoas não estão dispostas a abandonar as crenças que explicam seus mundos e suas ações”, afirma o pediatra Aaron E. Carroll, professor de pediatria e diretor do Centro de Pesquisa em Políticas de Saúde e Profissionalismo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Daquela confiança cega, conclui o médico, vêm a força e a longevidade de muitos mitos – que sobrevivem até mesmo na área de saúde. Um exemplo: se a mulher faz uso de anticoncepcionais, não pode passar por uma terapia de antibióticos, sob o risco de engravidar. “Mito”, diria taxativamente Carroll. Ele é coautor – ao lado de Rachel Vreeman - do livro Não Engula o Chiclete! - Mitos, Verdades e Mentiras Descaradas Sobre o Corpo e a Saúde (leia trechos), que seleciona 87 crendices relativas à saúde e as confronta com pesquisas cientificas. Não sobra quase nada de pé. Leia a seguir a entrevista que Carroll concedeu a VEJA.com.

Como surgiu a ideia de escrever o livro?
Na nossa vida profissional, gastamos um bom tempo ensinando pessoas – desde pais até outros médicos – a entender uma pesquisa de saúde. Primeiro, investigamos certos mitos da saúde para lembrar aos médicos, de uma maneira esclarecedora, que é preciso considerar as pesquisas por trás das coisas em que eles acreditam. Quanto mais você olha para essas lendas da medicina, mais percebe o quanto esses fatos são amplamente explicados pela ciência e como pode ser divertido explorar o que é verdade e o que não é sobre o nosso corpo.

O senhor acredita que as pessoas em geral têm uma visão errada sobre esses temas?
Com certeza, muitas têm. Nós sempre nos perguntamos por que esses mitos sobreviveram mesmo quando encontramos estudos tão bons que conseguiam desmenti-los. Não existe uma boa resposta para justificar isso. Alguns mitos ganham poder porque são reproduzidos por pessoas em quem confiamos como especialistas (familiares, professores, médicos etc.). Temos que lembrar que médicos são pessoas comuns e, às vezes, eles também são suscetíveis a crenças em certos mitos. Às vezes, esses mitos parecem ser verdadeiros porque nos ajudam a explicar as coisas que acontecem ao nosso redor. Se nós vemos duas coisas acontecendo ao mesmo tempo, nós gostamos de pensar que elas estão relacionadas. Na verdade, elas devem ser só uma coincidência. Muitos desses mitos também procuram dar explicações a perguntas para as quais ainda não temos resposta. E as pessoas não estão dispostas a abandonar as crenças que explicam seus mundos e suas ações.

Qual a importância do livro para a medicina?
É pouco provável que a crença na maioria desses mitos deixe as pessoas doentes. Pensar que, ao engolir um chiclete, ele ficará sete anos no seu estômago e acreditar que o açúcar pode deixar uma criança agitada são atitudes que podem causar preocupação e stress, mas não farão com que você fique doente. Como pediatras, atendemos crianças muito doentes, com doenças como coqueluche. Essa doença poderia ser prevenida se os pais não tivessem acreditado que as vacinas poderiam causar autismo. Não vacinar uma criança por medo do autismo pode trazer consequências horríveis para elas.

Qual foi a maior dificuldade em escrever o livro?
Algumas lendas foram claramente desmistificadas. Por outro lado, não encontramos evidências claras por trás de outros assuntos. Foi muito difícil escrever sobre essas coisas e fizemos extensas pesquisas para ter certeza que não estávamos esquecendo nada.

O senhor recebeu alguma reclamação de pais que discordaram de algo que está no livro?
Diretamente dos pais, não. Não Engula o Chiclete! é bastante popular entre o público. Quando fazemos entrevistas no rádio ou em programas de TV, as pessoas ficam espantadas ao ouvir a verdade sobre coisas que elas escutaram a vida toda. Alguns se recusam a acreditar, mas outros estão ansiosos para trazer mais mitos para investigarmos.

Sua mãe o advertiu alguma vez para que não engolisse o chiclete?
Com certeza, ela ainda diz isso!

A fibras melhoram o trânsito intestinal, fazem bem para a pele e ajudam a emagrecer. Reduzem o colesterol ruim e controlam os níveis de açúcar no sangue. E o melhor: não têm calorias.

Elas estão em boa parte dos alimentos consumidos no dia a dia. Se não estão, a indústria se encarregou de enriquecer seus produtos acrescentando-as. Nos últimos dois anos, as vendas de alimentos ricos em fibras cresceram 20%, segundo pesquisa do instituto Euromonitor International. “Consideram-se enriquecidos apenas os produtos industrializados com mais de 3 gramas de fibras para cada 100 gramas do alimento”, explica Ijones Constantino, diretor da Tate & Lyle, multinacional inglesa fornecedora de fibras para a indústria alimentícia. A recomendação de consumo diário é de 25 gramas de fibras para adultos – parece pouco, mas não é. Essa quantidade equivale a dois pratos de sobremesa de salada verde, mais dois pratos de sobremesa de legumes, mais duas frutas por dia. Nem todo mundo consegue se alimentar como prega a boa saúde. Daí por que os produtos enriquecidos representam uma boa ajuda na missão de aumentar a quantidade de fibras no cardápio. “É imprescindível beber água quando há ingestão de fibras. O líquido ajuda na formação do bolo fecal e evita a prisão de ventre”, ensina Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração, em São Paulo. Nesta seleção, VEJA elencou os alimentos industrializados que mais possuem fibras – na versão tradicional, eles praticamente não contêm o nutriente.

Fibras solúveis
O que são:
compostos orgânicos vegetais que se dissolvem em água e reduzem a absorção de glicose e gordura, principalmente a saturada. Por esse motivo, ajudam a controlar a glicemia e a diminuir o colesterol ruim no sangue.
Onde estão: farinha de soja, feijão, farinha de centeio, grão-de-bico, ervilha, flocos de aveia, ameixa e abacate.

Fibras insolúveis
O que são: compostos que não se dissolvem em água e evitam a constipação intestinal. Por regenerarem a mucosa do intestino, previnem o câncer nesse órgão.
Onde estão: linhaça, gergelim, amêndoas, farelo de trigo, arroz integral, cenoura e folhas verdes.

Informações de Anna Paula Buchalla (Veja Online)
por Drauzio Varella

O conforto nos tornou sedentários empedernidos. Conforto pressupõe cadeiras anatômicas com almofadas macias e ter tudo ao alcance da mão.

Enquanto nossos antepassados caçadores-coletores ganhavam o sustento com o suor de seus corpos e nossos avós eram obrigados a longas caminhadas para realizar as tarefas diárias, nós vamos de automóvel, tomamos elevadores, subimos escadas rolantes, apertamos botões para lavar roupa e fechar vidros, usamos telefones móveis para evitar deslocamentos e chamar o disque-pizza.

Hoje em dia, não existe pessoa alfabetizada que desconheça os benefícios da atividade física. Não é sem propósito, exceção feita a parar de fumar, nenhuma intervenção isolada de saúde pública tem tamanho impacto na prevenção das enfermidades crônicas que afligem o homem moderno: hipertensão arterial, diabetes, obesidade, reumatismo, infarto do miocárdio, derrame cerebral, e tantas outras.

Se, além desse conhecimento teórico, todos são unânimes em concordar que a prática de exercício traz uma sensação agradável de bem estar, é o caso de nos perguntarmos por que a maioria esmagadora de mulheres e homens deixa de exercer essa atividade que reconhecem fazer bem para o organismo, na teoria e na prática? A resposta é simples: a prática de exercícios físicos vai contra a natureza humana!

Theodor Dobzhanski, um dos maiores geneticistas do século vinte, afirmou que nenhum fenômeno biológico tem sentido exceto à luz da evolução. Há 6 milhões de anos, nossa espécie divergiu dos ancestrais comuns que mais tarde deram origem aos chimpanzés e aos bonobos, nossos parentes próximos. Se lembrarmos que a agricultura surgiu há meros 10 mil anos — e com ela a possibilidade de estocar provisões –, é possível fazer idéia do esforço físico diário atrás de comida e proteção despendido por nossos ancestrais desde a idade da pedra, para que eu tivesse o privilégio de encontrar você, leitor, neste momento.

Os homens deixavam as mulheres com as crianças na caverna e saíam à caça e à cata de frutos e tubérculos. Depois de andar quilômetros, quando a sorte lhes bafejava, percorriam o caminho de volta com a caça às costas e os frutos nas mãos. Desprovidos de tecnologia para conservação de alimentos, todos comiam a mais não poder com o objetivo de armazenar as calorias em excesso sob a forma de gordura, garantia de sobrevivência quando chegasse a fome. A vida se resumia a correr atrás de comida e poupar energia no intervalo das refeições, como até hoje fazem os outros animais. Ou, alguém já viu jacaré ou onça fazendo exercício no zoológico?

A penúria, a que esteve submetida nossa espécie durante milhões de anos, moldou a arquitetura dos circuitos de neurônios que se integram no cérebro humano para controlar as sensações de fome, saciedade e a falta absoluta de disposição para esbanjar energia através da atividade física. Por causa da escassez crônica de alimentos no passado, somos capazes de comer muito mais do que o organismo requer para as necessidades diárias. Se formos atender nossos impulsos atávicos, saímos da mesa farta diretamente para o sofá da sala.

Por isso, se você está à espera de disposição para começar um programa de atividade física, não se engane: esse dia jamais virá. Pode ser que surja num domingo na praia, num sítio, mas na rotina diária, esqueça! Seria preciso reescrever a história da espécie humana na face da Terra.

Como, então, conciliar essa preguiça milenar com a necessidade essencial de movimentar o corpo para melhorar a qualidade de seu desempenho e aumentar a longevidade, vivendo na cidade grande? Com as dificuldades de locomoção, o excesso de compromissos e a competição desenfreada pelos postos de trabalho, quem dispõe de tempo para freqüentar clubes, academias ou caminhar em parques públicos?

A única solução para os que se queixam da falta de tempo é incorporar a atividade física à rotina diária. De acordo com o guia de orientação dietética de 2005, publicado pelo Departamento de Saúde americano, as pessoas podem ser divididas em três grupos segundo o grau de atividade física:

1) Sedentários: quando a atividade é leve, praticamente limitada às solicitações da vida diária; 2) Moderadamente ativos: quando andam de 2,4 a 4,8 km por dia, em 30 minutos, ou sobem 15 minutos de escada, além de executar as atividades do dia a dia; 3) Ativos: quando andam mais de 4,8 km por dia, à velocidade de 4,8 a 6,4 km por hora, ou sobem mais de 15 minutos de escada, além das atividades diárias. Portanto, a barreira de tempo que separa os sedentários dos ativos é de 30 minutos, num dia de 24 horas, para quem estiver disposto a andar. Ou, de míseros 15 minutos, para os que decidirem subir escadas.

Se você vive num daqueles infernos, sem tempo para nada, ainda lhe resta a alternativa de fracionar esses números: andar 15 minutos duas vezes por dia, ou subir escadas durante 5 minutos, três vezes por dia. Não venha com desculpas, sempre é possível andar; sempre existe uma escada por perto.

Mas, se você está disposto a mudar de vida na próxima segunda-feira ou na virada do ano, não esqueça: é preciso disciplina militar. Não espere que a disposição venha por conta própria, porque desperdiçar energia é contra a natureza humana. Por outro lado, o corpo parado se desgasta mais depressa, sofre e dura menos. O corpo humano é uma máquina construída para o movimento.

Quando falamos dos desafios e dos problemas do dia a dia, logo imaginamos uma grande pedra em nosso caminho. Nessas circunstâncias é difícil vê-los como uma oportunidade de aprendizado. É fato que, num primeiro instante, podemos ter a impressão de que tais fatos foram a pior coisa que poderia ter nos acontecido… Sabemos que nenhuma dificuldade é eterna. De alguma forma, sempre haverá alguém que já tenha enfrentado situações semelhantes e que, após as terem assumido e se preparado para as soluções alternativas, lhe foi possível fazer dessa experiência uma lição de vida.

Muitos momentos, quando olhamos para trás, pareciam não ter solução. Mas, hoje, essas histórias fazem parte de nosso currículo de “causas superadas”. Uma vez entendido como equacionar esses problemas, eles vão passar e, como muitos outros, vão nos tornar mais fortes e maduros.

 Na vida cotidiana é natural que, diante das surpresas indesejáveis, nossa primeira reação seja a de desviar do caminho ou recuar; assim como lamuriar sobre o ocorrido, entre outras atitudes. Nesses momentos, é mais fácil pensar em abandonar o compromisso ou simplesmente deixar a situação como está… Mas a lição proposta pela vida é a de sempre conquistarmos alguns passos à frente na caminhada que estamos trilhando rumo à maturidade.

Não há problema sem solução. Então, cabe a cada um de nós apresentar as nossas dificuldades e as possíveis soluções nas mãos de Deus. Com certeza, nós nos surpreenderemos com as respostas que, a cada dia, somadas aos nossos próprios esforços, surgirão para a solução deles.

 Assuma corajosamente os seus desafios; persista e lembre-se de que tudo concorre para o bem daqueles que muito são amados. Tudo isso será para cada um de nós um momento de aprendizado na escola da vida.

Deus o abençoe!

por Dado Moura, membro aliança da Comunidade Canção Nova

Estudo indica terapia para síndrome de Down Agência Estado Remédios já disponíveis no mercado para tratar depressão e déficit de atenção poderão servir para diminuir os problemas de memória e aprendizado que costumam acompanhar o desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down. É o que mostra um estudo publicado hoje na revista “Science Translational Medicine”. Pesquisadores nos Estados Unidos testaram os medicamentos em camundongos geneticamente modificados para desenvolver uma forma da síndrome própria de roedores.

A alteração genética dificulta a memorização de informações contextuais e espaciais. Para seres humanos, isso pode significar um problema quando a pessoa conhece ambientes complexos como uma nova vizinhança ou um shopping center. Para as cobaias com deficiência, operações como a construção de ninhos são prejudicadas: ao ser transferido para uma nova gaiola, o animal não consegue adaptar o novo espaço físico.

Tudo levava a crer que o problema estava restrito ao hipocampo, região do cérebro responsável pelas memórias espaciais. Em geral, pessoas com síndrome de Down possuem ótimo desempenho em testes relacionados à memorização de sensações visuais, auditivas ou olfativas, operação coordenada por outra região do cérebro: a amígdala.

Para formar memórias no hipocampo, tanto seres humanos como roedores necessitam de um neurotransmissor chamado noradrenalina, produzido nos neurônios do locus coeruleus, outra região do sistema nervoso central. Os cientistas descobriram que, como nos humanos, as cobaias com síndrome de Down também apresentam um processo de degeneração no locus coeruleus, que prejudica a produção de noradrenalina.

Para corrigir o problema, utilizaram remédios que promovem a produção de noradrenalina no cérebro. Poucas horas depois de receber os medicamentos, os camundongos já apresentavam um comportamento semelhante ao de outras cobaias. Ao serem transferidos para novos hábitats, realizavam um rápido reconhecimento e começavam a construir um novo ninho.

“Ficamos surpresos com a rapidez do efeito das drogas”, afirma Ahmad Salehi, principal autor do trabalho e pesquisador da Universidade Stanford. Mas ele sublinha que o efeito também cessava com igual rapidez quando o remédio era totalmente assimilado pelo corpo. Ele acredita que a existência de drogas já aprovadas, capazes de interferir na produção da noradrelina, poderá apressar os testes clínicos. Mesmo assim, preferiu não realizar nenhuma previsão de quando a terapia estaria disponível.

Informações: O Estado de S. Paulo
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CUIDADO Atum, ostras e ovos estão entre os maiores causadores de intoxicação alimentar nos Estados Unidos

A intoxicação alimentar é um dos problemas mais comuns no verão, quando as cidades turísticas ficam cheias e as infraestruturas muitas vezes não aguentam o volume de serviço. O problema, entretanto, não se restringe apenas às épocas mais quentes do ano, como mostrou pesquisa do Centro para Ciência no Interesse Público dos Estados Unidos, publicada pelo blog Well, do jornal The New York Times.

De acordo com o estudo, 76 milhões terão intoxicação alimentar por ano nos EUA, e 5 mil morrerão. Isso se deve a um “sistema de produção de alimentos global, misturado a leis arcaicas e produção em larga escala, que criou uma tempestade de comidas inseguras”. Segundo o estudo o risco está em todas as fases da produção – desde a plantação ou abate até a estocagem, a venda e a preparação em casa – e não se restringe mais a alimentos tradicionalmente perigosos, como carne e laticínios, mas também a frutas e vegetais.

O surto de intoxicação que ocorreu em Mirandópolis, no interior de São Paulo, no fim de semana, foi causado provavelmente por salmonella, uma bactéria conhecida por infectar os ovos. De acordo com o estudo, os ovos são o segundo maior vilão da intoxicação alimentar nos Estados Unidos, tendo causado 352 surtos no último ano. Apenas as folhas verdes superam o poder de intoxicação dos ovos.

Confira a lista dos 10 maiores vilões da intoxicação alimentar nos EUA:

1 – Folhas verdes – 363 surtos, com 13.568 casos
2 – Ovos – 352 surtos, com 11.164 casos
3 – Atum – 268 surtos, com 2.341 casos
4 – Ostras – 132 surtos, com 3.409 casos
5 – Batatas – 108 surtos, com 3.659 casos
6 – Queijo – 83 surtos, com 2.761 casos
7 – Sorvete – 74 casos, com 2.594 casos
8 – Tomates – 31 surtos, com 3.292 casos
9 – Couve-de-bruxelas – 31 surtos, 2.022 casos
10 – Frutas vermelhas – 25 surtos, 3397 casos

Informações: Revista Época

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Segundo um relatório da ONU com previsões futuras sobre envelhecimento no mundo, a Espanha será o país mais velho do mundo em 2050.

Por causa da angústia de ver a idade chegar e às cobranças da própria mídia em relação à juventude e a boa forma , muitas pessoas que já passaram dos 65 anos estão sendo acometidas por distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia. O estudo apresentado no Congresso de Idosos da Espanha diz que o índice de mulheres europeias com mais de 60 anos com anorexia passou de 1,8% a 5% nos últimos 10 anos.

Para os organizadores, cada vez há mais pessoas idosas socialmente ativas. A expectativa de vida aumentou e há uma melhora significativa da qualidade de vida, mas também há uma grande dificuldade de aceitação de certas limitações e da deterioração da aparência, o que dá origem a estes graves desajustes emocionais.

Por isso, o presidente da Confederação Espanhola de Organizações de Idosos e do Congresso de Sevilha, José Luis Méler, disse ao site da BBC Brasil que “o mundo precisa de uma cultura de envelhecimento”. “Porque chegar a idades avançadas ativo e com saúde é um privilégio. Por isso o lema deste congresso é a ‘arte de envelhecer’. Entendemos que viver a passagem do tempo de uma maneira positiva é uma ferramenta fundamental”.

Informações do blog da jornalista Leila Cordeiro

Muitos sonham em poder chegar aos 100 anos de idade, mas poucos levam em conta o preço que se paga por isso: uma saúde geralmente debilitada. Cientistas britânicos agora pretendem acabar com essa associação, em um projeto milionário de biotecnologia que promete dar “50 anos ativos após os 50″.

A iniciativa de 50 milhões de libras foi lançada na segunda-feira pelo Instituto de Engenharia Médica e Biológica da Universidade de Leeds, a maior unidade de bioengenharia da Grã-Bretanha, com o objetivo de responder ao aumento da expectativa de vida mundial. O foco será no desenvolvimento de aparelhos médicos e terapias de regeneração capazes de garantir a qualidade de vida dos idosos.

Entre as inovações anunciadas pela equipe, estão válvulas cardíacas vitalícias e imunes à rejeição do organismo. Para isso, os cientistas irão usar válvulas humanas doadas, cujo código genético será totalmente eliminado. Elas serão então implantadas no corpo do paciente, que deverá preenchê-las com seu próprio DNA. A tecnologia também poderá ser usada na produção de cartilagem e pele para vítimas de queimaduras.

No Brasil, 40 pacientes tiveram novas válvulas cardíacas implantadas com sucesso. “De quatro anos para cá, elas não foram rejeitadas”, disse Eileen Ingham, vice-diretor do instituto, segundo o jornal The Guardian. Os pesquisadores esperam desenvolver dez novos produtos nos próximos cinco anos.

Informações da Veja

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Além de demonstrarem que as pessoas mais espiritualizadas são mais felizes, pesquisas realizadas em várias universidades americanas vêm apontando que elas também têm maior facilidade em sair de processos depressivos, menos chance de se suicidarem, menor envolvimento com álcool, cigarro ou drogas, são menos ansiosas, não têm tantos medos e, as casadas, mais estabilidade e satisfação em seus relacionamentos. 

Os estudos também revelam que pessoas com fé enfrentam melhor o estresse e, portanto, envelhecem mais lentamente. A pressão sanguínea torna-se mais baixa, já que a religião traz sensação de paz. A cicatrização pós-cirurgia cardíaca é melhor. Algumas pesquisas também apontaram que pacientes de Aids ligados a práticas religiosas tinham em seus organismos mais linfócitos que atacam o vírus da doença. 

E pacientes de câncer de mama metastásico, mais células que combatem as cancerígenas. E ainda: pessoas com Mal de Alzheimer tinham declínio mais lento, com preservação da memória. Outros estudos ainda não publicados apontaram que pacientes idosos com fé religiosa profunda tinham o mesmo nível de reatividade vascular do que os jovens. 

E esses serão apenas alguns dos exemplos discutidos no curso satélite “Saúde e espiritualidade” pelo médico Carlos Roberto, às 9h10 desta sexta-feira, no auditório do Shopping Sebrae, durante o 26º Congresso Médico da Paraíba, iniciado hoje e que se estenderá até sábado (17). O assunto, muito atual na área Médica, será abordado pela primeira vez em um evento de grande porte. 

Além de cura e fé, especialistas de todo o Brasil abordarão temas como as doenças do refluxo gastroesofágico, paciente renal crônico, cirurgia bariátrica e pneumopatias atípicas.

O Congresso, cujo tema central é “Como eu trato? O dia a dia do médico” está sendo promovido pela Associação Médica da Paraíba (AMPB), com a finalidade de valorizar o trabalho dos médicos e discutir melhores formas de solucionar os problemas enfrentados cotidianamente pelos profissionais da área.

Informações da clickpb.com.br
por Cilene Pereira - Revista IstoÉ

A sensação é pavorosa. Você tenta desesperadamente parar de cair em queda livre ou escapar de alguém que o está perseguindo, mas não consegue. Permanece naquela situação angustiante, que parece não ter fim. Quando finalmente acorda, senta-se na cama suado, com o coração batendo acelerado, e perde o sono de vez. Foi mais um pesadelo. Para muita gente, episódios como esse ocorrem em uma frequência extremamente preocupante. Especialistas em medicina do sono estimam que 25% dos adultos tenham um desses sonhos uma vez por mês e 6% sofram com eles uma ou mais vezes por semana. O resultado é que esses indivíduos acabam ficando com sua qualidade de vida prejudicada pela insônia que quase sempre sucede ao pesadelo e muitas vezes desenvolvem o medo de dormir porque temem ter mais sonhos aterrorizantes.

Preocupados com o impacto dos pesadelos no cotidiano, os médicos estão procurando ampliar o leque de recursos contra o problema. Hoje, uma das opções que ganham força entre os especialistas é a chamada terapia de imagem reversa. Trata-se de uma técnica que consiste em fazer com que o paciente enxergue o pesadelo de outra maneira, menos assustadora, e dê a ele um outro significado. É o oposto do que preconiza a abordagem mais antiga, baseada na discussão profunda e detalhada dos sonhos, numa busca por razões psicológicas que possam estar por trás dos episódios. “Percebemos que, em muitos casos, quanto mais se fala do assunto, mais se firma a imagem negativa e apavorante”, explicou à ISTOÉ a pesquisadora Shelby Harris, do Departamento de Neurologia e Psiquiatria do Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos.

Por isso, o que os especialistas propõem é que, durante a terapia, o paciente mencione o pesadelo apenas uma vez. “Depois, ele deve reescrever o roteiro do sonho”, disse Shelby. Esta transformação é feita com um treinamento adequado.

O paciente é orientado a praticar técnicas de visualização esmerando-se nos detalhes: ele deve se imaginar numa praia ou saboreando um hambúrguer, por exemplo, mas enxergando na mente as cores, o lugar. Tudo para limpar o cérebro do teor e da sensação ruim deixados pelo sonho. Em seguida, o indivíduo é convidado a mudar a história do próprio pesadelo, tornando- o muito mais leve e inofensivo.

Segundo a pesquisadora americana, a chave para que a estratégia dê certo é o treino diário da visualização e da mentalização do pesadelo inteiramente modificado. “Este treino pode mesmo mudar o que acontece à noite, durante o sono.”

Em geral, são necessárias de três a quatro sessões para que o paciente aprenda a técnica. De acordo com os resultados obtidos, cerca de 70% das pessoas manifestam melhora. Isso pode ser desde o fim dos sonhos ruins – ou a diminuição significativa da frequência com que eles acontecem – até o desenvolvimento da habilidade de mudar o pesadelo quando ele está acontecendo. Na opinião do especialista Barry Krakow, diretor do Sleep & Human Health Institute, também nos Estados Unidos, o método tem eficácia porque responde a um anseio dos pacientes. “Eles querem transformar os pesadelos em algo sob controle”, disse à ISTOÉ.

Na avaliação dos especialistas, outra razão para o sucesso da técnica – disponível no Brasil – reside no fato de o treinamento quebrar um ciclo negativo no qual o paciente pode ter se envolvido. “Em muitos casos, os pesadelos acontecem porque o cérebro se acostumou a um padrão em que os sonhos são sempre ruins”, explicou Shelby. Com a terapia reversa, é como se o cérebro apagasse o padrão antigo e o substituísse por um novo, em que os sonhos são realmente sonhos.

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