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O café da manhã é muito mais do que a transição de uma noite de sono para um novo dia de trabalho. A refeição, especialmente se bem planejada, reduz os riscos de infarto, diabetes tipo 2 e parada cardíaca, segundo especialistas da Universidade Harvard.

Veja como ocorre um infarto

Uma série de estudos comparou os efeitos de fazer a primeira refeição do dia ou pular o café da manhã. Os trabalhos mostraram que comer antes de iniciar o dia resulta em menor aumento das taxas de açúcar no sangue após todas as refeições seguintes, incluindo os lanches.

Controlar os altos e baixos de glicose no sangue ajuda a reduzir os níveis do “mau” colesterol (LDL) e dos triglicérides no sangue, que estão associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Esse efeito também pode explicar por que o café da manhã ajuda a controlar a fome no decorrer do dia, ajudando nos regimes de emagrecimento. A obesidade e o excesso de peso são fatores de risco para o coração.

Tão ou mais importante quanto tomar o café da manhã é a composição da refeição. O tipo de alimento consumido é fundamental para se obter os benefícios para a saúde cardiovascular. Segundo os especialistas de Harvard, a refeição deve ser rica em cereais integrais e frutas e oferecer fontes saudáveis de proteínas.

Fonte: Terra
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por Mayana Zatz - Revista Veja

Estamos cansados de ouvir que dormir o suficiente é muito importante para ter um bom desempenho e manter a saúde. O número de horas apregoadas pela maioria dos especialistas é de 8 horas. Entretanto, algumas pessoas dizem que não se sentem descansadas com menos de 9 ou 10 horas de sono, enquanto outras se sentem muito bem dispostas dormindo menos de 6 horas por noite. A necessidade individual de sono depende de hábitos ou dos nossos genes?

Se você sente culpa por gostar de dormir saiba que existe sim uma influência genética no número de horas que cada pessoa necessita para se sentir descansado. É o que mostra uma pesquisa publicada na revista Sciences, de 14 de agosto.

Os genes do sono

Os genes que influenciam o sono ainda são pouco conhecidos, mas sabemos que a variabilidade entre pessoas de uma população obedece a uma herança dita multifatorial, como a altura ou o peso. Os fatores ambientais (prática de esportes, stress, alimentação adequada etc..) são responsáveis por 50% e a contribuição genética (chamada de herdabilidade) responde pelos outros 50%. Ela depende de vários genes cada um com um efeito pequeno. Em um extremo da curva estão aqueles que precisam de pouco sono e no outro os conhecidos “dorminhocos”. Entretanto, mutações em alguns genes podem ter um efeito significante no nosso sono. É sobre isso o artigo publicado pelo Dr. Ying He e seus colaboradores.

Mutação em indivíduos de pouco sono

Esses pesquisadores descobriram que uma mutação (P385R) em um gene denominado DEC2 – envolvido entre outras coisas no ritmo circadiano – está aparentemente associado a pouca necessidade de sono. Essa mutação foi encontrada em uma família – denominada de família de pouco sono – (short sleep family). Os portadores da mutação (mãe e filho) dormiam cerca de 6 horas, enquanto os outros familiares, que não tinham a mutação, dormiam em média 8 horas (variando de 7.4 a 9.4).

Trata-se de uma mutação rara. Como saber se ela exerce mesmo esse efeito?

Essa mutação identificada em uma família não foi encontrada em 250 indivíduos da população. Como então ter certeza que ela influencia o sono? Para ter essa resposta os cientistas geraram um camundongo transgênico com a mesma mutação. Observaram que os animais portadores da mutação permaneciam ativos entre 1.2 a 2.5 horas a mais que os controles sem a mutação. Confirmaram assim seus achados em humanos.

Afinal, quanto sono precisamos?

Trata-se de uma pergunta não só de interesse social, mas também científica, que tem sido objeto de muitas pesquisas: qual é o papel ou a importância do sono no nosso desempenho e bem-estar? Estudos genéticos serão muito importantes para desvendar esse mistério. Por outro lado, confesso que fiquei aliviada ao saber que se trata de uma mutação rara. Imaginem se tivéssemos que nos submeter a um teste de DNA para sabermos se temos uma propensão genética a dormir muito ou pouco antes de sermos aceitos em um novo emprego?

E você, caro leitor? Sabia que os genes influenciam a sua necessidade de sono?

O consumidor já se acostumou a olhar na embalagem o prazo de validade dos alimentos. Mas será que só essa informação é suficiente para evitar problemas?

Imagem: Canal Kids

Imagem: Canal Kids

Antes de reclamar, você já parou pra pensar qual é a validade de um requeijão ou de um litro de leite depois da embalagem aberta? O fabricante tem o dever de informar ao consumidor. E quando não há essa informação na embalagem, o que fazer?

O consumidor já se acostumou a olhar na embalagem o prazo de validade dos alimentos que compra. É um hábito para a maioria, mas será que só essa informação é suficiente para evitar problemas?

A lei diz que as embalagens dos alimentos devem ter todas as informações necessárias para a saúde e para a segurança do consumidor. Além do prazo de validade, os fabricantes devem especificar quanto tempo duram esses produtos depois de abertos e explicar como devem ser conservados. Nem todos respeitam essa regra.

O leite de saquinho traz o prazo de validade e a temperatura para manter o produto na geladeira, mas não há como saber em quanto tempo o leite estraga depois de aberto. O advogado Antonio Carlos Efing, especialista em direitos do consumidor, afirma que as pessoas podem reclamar no Procon de embalagens com falta de informações.

“Se o defeito de informação gerar no consumidor um acidente de consumo ou um evento mais grave, como uma intoxicação alimentar ou um outro problema de saúde, o consumidor tem o direito de ser reparado em todos os danos patrimoniais e extra-patrimoniais que sofreu”, alerta o advogado Antonio Carlos Efing.

A nutricionista Louse Saliba diz que o leite de saquinho costuma durar até dois dias na geladeira depois de aberto. O requeijão, oito dias. O queijo fatiado dura menos do que a peça inteira e deve ser mantido em um plástico filme, bem fechado. O mesmo vale para a carne, que não deve ficar mais de um mês no congelador após a bandeja ser aberta.

“Pode ser até que não esteja estragado, mas ele começa a perder as características. Então, na hora em que você reparar, aquele alimento não está mais saboroso, não está com as mesmas características e texturas”, alerta a nutricionista.

Tirar o produto da embalagem também pode fazer com que ele dure mais um pouco. Qualquer alimento que tenha mudado a cor, a consistência ou o cheiro deve ser jogado fora.

Informações do G1

Evangelho (Lucas 9,1-6)

São Pio de Pietrelcina

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

 
por Padre Bantu Mendonça K. Sayla
 
E chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois e dava a eles autoridade sobre os espíritos impuros. De dois em dois como se fossem testemunhas de uma verdade perante o mundo que não a conhecia. Evidentemente, a verdade era o Reino para o qual deviam se preparar com nova mentalidade. A autoridade sobre os espíritos impuros ou imundos é como o carimbo da divindade ao dominar os que na época se consideravam seus inimigos e triunfadores na luta entre o bem e o mal. O triunfo sobre eles indicava que o seu reino estava no fim e um novo reinado prestes a ser instaurado: o reinado da luz, da verdade e do bem em nome de Jesus, o representante do Deus vivo. Lucas em lugar paralelo, expressamente fala de proclamar o reino de Deus. O envio de dois em dois era próprio do tempo, pelo que dizia respeito aos mensageiros enviados para atestar uma mensagem. Também podemos ver nessa situação uma oportunidade para o mútuo apoio em situações difíceis. Jesus, no início de sua escolha, chama de dois em dois os irmãos pescadores. Os espíritos imundos: cremos que esta autoridade é para fazer calar os mesmos como Jesus fez na sinagoga de Cafarnaum ou expulsá-los como no caso da sogra de Simão, pois era considerada essa doença como causada por um espírito.  Os enfermos que curam eram os indispostos, para distingui-los dos que estavam mal e dos débeis. Não cremos que exista uma diferença real entre os termos que expressam uma mesma realidade: a doença.
Leia na íntegra aqui…

 

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória e desmielinizante que atinge o encéfalo e a medula espinhal. A esclerose surge de uma alteração no sistema imunológico, onde as células de defesa não reconhecem a bainha de mielina (que é uma espécie de revestimento que protege as fibras nervosas) como parte integrante do organismo, passando a atacá-la, danificando-a, inviabilizando a comunicação cerebral.

As células nervosas transmitem mensagens para diversas partes do corpo. Para isso, os axônios, prolongamento dessas células, têm papel importante nesta função. Cobertos por uma “capa” chamada mielina, eles recebem e enviam impulsos nervosos.

Quando a estrutura está sadia, as mensagens “correm” é prejudicada, causando problemas que podem ser tratados na maioria das vezes velozmente. Com a destruição da mielina formam-se placas, e a transmissão das mensagens é prejudicada, causando problemas que podem ser tratados na maioria das vezes.

O tratamento da EM, pode ser feito com imunossupressores (que detêm o crescimento das células guardiãs do organismo), como os corticóides, que só são administrados quando o paciente está em surto; e os imunomoduladores, que ativam as células, mas inibem as inflamações. São eles: o interferon Beta 1a(Avonex), o interferon Beta 1b(betaferon), o Acetato de Glatirâmer(Copaxone) eo Interferon beta1a( Rebif). O tratamento com estes medicamentos ajudam a controlar a doença, e assim evitar novos surtos e a conseqüente progressão da doença.

Maiores informações: Associação Esperança Múltipla
por Monica Weinberg - Revista Veja

guiaOrgânicos, biodinâmicos e livres de carbono são alguns dos rótulos que compõem a crescente prateleira de produtos “verdes”: só no ano passado, a diversidade de itens com o apelo ecologicamente correto aumentou 50%.

Uma pesquisa conduzida pela Embrapa mostra o que mais motiva as pessoas a pagar, em média, duas vezes mais por tais alimentos: ao consumi-los, 80% delas acreditam estar colhendo benefícios à saúde. Embora as práticas de cultivo dos produtos verdes possam ser menos nocivas ao ambiente, a ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre as eventuais vantagens desses alimentos em relação aos obtidos por métodos convencionais. A pedido de VEJA, nutricionistas avaliaram o rótulo de sete dos artigos verdes mais vendidos no exterior – alguns recém-chegados ao Brasil. Na comparação com as versões convencionais, em certos casos eles são até mais nutritivos – mas não há confirmação de que isso ocorra por seus atributos ecológicos.

Veja os comentários dos nutricionistas…

por Padre Bantu Mendonça K. Sayla
Foto do Blog do Cidadão

Foto do Blog do Cidadão - Árvore do Campo Grande em Salvador-Bahia

Jesus contou frequentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes destas parábolas é a que Lucas nos apresenta no dia de hoje. Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4,13: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas? Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.

O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.

Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal dele não tem importância. Porque ele o faz em nome de Jesus! Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coIsa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento (1 Coríntios 3:6-7). Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A propaganda das campanhas religiosas frequentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua carreira; o Evangelho de Cristo que ele se supõe estar pregando é mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas sim, completamente ao Senhor!

A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do Evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera, salva, regenera, liberta, produz fé, santifica e nos atrai a Deus. Como o Evangelho se espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os homens que o divulgaram, porém, muito nos foi dito sobre a mensagem que eles disseminaram. A importância das Escrituras deve ser ressaltada ao máximo.

Isto significa que o professor tem que ensinar a palavra. Não há substitutos permitidos. Frequentemente, pessoas raciocinam que haveria uma colheita maior se alguma outra coisa fosse plantada. Então, igrejas começam a experimentar outros meios, de modo a conseguir mais adeptos. Não é nosso trabalho analisar o solo e decidir plantar alguma outra coisa, esperando receber melhores resultados. A colheita do Evangelho pode ser pequena, mas Deus só nos deu permissão para plantar a palavra. Somente plantando a Palavra de Deus nos corações dos homens o Senhor receberá o fruto que Ele espera. Ou, usando uma figura diferente: as Escrituras são a “isca” de Deus para atrair o peixe que Ele quer salvar. Precisamos aprender a ficar satisfeitos com seu plano.

Aqui há uma lição para o ouvinte também. O fruto produzido depende da resposta à Palavra. É decididamente importante ler, estudar e meditar sobre as Escrituras. A Palavra tem que vir habitar em nós, para ser implantada em nosso coração. Temos que permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela Palavra de Deus.

Uma safra sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma castanha: a árvore que nascer será um castanheiro, e não um pássaro. Isto significa que não é necessário tentar traçar uma linhagem ininterrupta de fiéis cristãos, recuando até o primeiro século. Há força e autoridade próprias da Palavra para produzir cristãos como aqueles do tempo dos apóstolos. A Palavra de Deus contém força vivificante. O que é necessário são homens e mulheres que permitam que a Palavra cresça e produza frutos em suas vidas; pessoas com coragem para quebrar as tradições e os padrões religiosos em volta deles, para simplesmente seguir o ensinamento da Palavra de Deus. Hoje em dia, a Palavra de Deus tem sido frequentemente misturada com tanta tradição, doutrina e opinião que é quase irreconhecível. Mas, se pusermos de lado todas as inovações dos homens e permitirmos que a Palavra trabalhe, podemos tornar-nos fiéis discípulos de Cristo justamente como aqueles que seguiram Jesus há quase 2000 anos atrás. A continuidade depende da semente.

Para ler mais…

por Tony Bellotto

O frio eterno é a nova praga da modernidade. Não importa que estejamos vivendo um aquecimento global e que a ameaça de extinção da vida humana na Terra pelo esquentamento dos oceanos nos aterrorize e desespere. Nem assim, desesperados, seremos capazes de desligar os aparelhos de ar-condicionado. Venho reparando no fenômeno ao longo da vida. Quando criança viajava muito de carro com minha família. Meus pais, professores de História, acreditavam no poder educativo das viagens, e qual Jacks Kerouacs ou Jacks Londons, vivíamos na estrada.

Viajamos milhares de quilômetros pelo Brasil de janela aberta, sentindo o vento na cara. Que saudades eu sinto daquele vento. Hoje em dia não consigo entrar num carro sem que me sinta passeando pela Sibéria. Ou Groenlândia. Não importa que faça um clima ameno, ou até que esteja frio lá fora, os táxis do Rio de Janeiro estão sempre congelados por dentro, como se geladeiras de repente ganhassem pneus e começassem a se locomover pelas ruas.

O mesmo vale para os aviões. Ainda que o voo se destine ao Nordeste, e passageiros desavisados embarquem de bermudas e camisetas sem manga, a viagem valerá como uma experiência antártica, quiçá boreal. Turistas congelados chegarão às praias em estado de gelo sólido. Com a agravante de que hoje em dia as empresas aéreas não oferecem mais cobertores nem travesseiros nos voos domésticos.

Cinemas no Rio de Janeiro também requerem capotes e casacos para a neve. Nunca vá ao cinema no Rio sem estar agasalhado. Mesmo que lá fora o concreto esteja rachando e o asfalto derretendo por obra do calor, dentro das salas escuras dos cinemas você se sentirá sempre como um boi congelado no frigorífico. E os restaurantes? Convide sua mulher, ou namorada, para jantar fora, e peça que ela use aquele cachecol e as luvas sexy de lã de que você tanto gosta. Atualmente mesmo o mais fresco dos robalos parecerá congelado nos restaurantes. Que frio! Deve ser por medo do Procom. Isso sem contar os inúmeros problemas domésticos que o ar condicionado acarreta.

Como a humanidade se divide entre os que gostam e os que não gostam de ar-condicionado, e como quase sempre nos casamos com alguém do time contrário, há inúmeros casais que se separam porque um quer dormir no Alasca e o outro no Saara. Na minha infância (haja nostalgia…) gostava de sentir calor em certas noites de verão e abrir as janelas para que alguma brisa noturna invadisse meu quarto. Brisa noturna? O que é isso? Alguma espécie de doença contagiosa? Uma banda gay? O nome de um perfume?

As gerações mais novas desconhecem a brisa noturna. Vivem no planeta gelo, com o ar-condicionado, a TV e o computador ligados. Tenho impressão de que se algum dia o quarto dos meus filhos for tomado pelo silêncio e invadido pela brisa noturna, eles sairão de lá gritando por socorro, certos de que o fim do mundo – de que tanto ouvem falar por conta do aquecimento global – acaba de chegar.

(*) Tony Bellotto é  músico, escritor e colunista da Veja
por Gabriela Cupani - Folha de S.Paulo
Fernando Donasci/Folha Imagem

Fernando Donasci/Folha Imagem

O cloro das piscinas pode favorecer o surgimento de asma e alergias em adolescentes que já tenham alguma predisposição, mostra um estudo belga publicado na edição de outubro da revista científica “Pediatrics”.

O levantamento, feito na Universidade Católica de Louvain, acompanhou 733 adolescentes entre 13 e 18 anos que nadavam em piscinas com cloro, tanto cobertas quanto ao ar livre. Os dados foram comparados com os de 114 voluntários que usavam piscinas higienizadas pelo método de ionização por cobre-prata.

O risco de desenvolver asma e rinite foi maior naqueles que tinham sensibilidade alérgica, avaliada por dosagem de determinadas substâncias no sangue. “O cloro não é um alérgeno, mas sabe-se que ele é irritante. Em pessoas com asma, a irritação pode desencadear crises”, diz a alergista Ana Paula Castro, do HC de São Paulo.

A proporção de asma cresceu com a exposição: 6,4% dos que tinham nadado entre 500 e mil horas tiveram o problema. Entre os que nadaram mais de mil horas, o índice foi de 11,9%.

Entre os adolescentes com predisposição, o risco de rinite aumentou entre 2,2 e 3,5 vezes naqueles que tinham nadado mais de mil horas em piscinas com cloro.

Segundo o estudo, a irritação das vias aéreas causada pelo cloro da água e do ar das piscinas tem um efeito no desenvolvimento da asma e de alergias respiratórias. Esse impacto aparenta ser até mais importante do que o causado pela exposição ao fumo em segunda mão.

A pesquisa também mostrou que entre os adolescentes que não tinham predisposição não houve aumento do risco de alergias.

“A natação é um excelente esporte para quem tem asma, mas recomendamos que seja praticada em piscinas abertas e, de preferência, que usem outro método de tratamento da água”, afirma Castro.

por Laura Lopes - Época

Há alguns anos a indústria do turismo descobriu que uma das melhores coisas que o turista faz quando viaja é provar as delícias peculiares da região visitada. Foi por isso que, no fim da década de 90, criou-se o termo “turismo gastronômico”. O croissant parisiense, o acarajé soteropolitano, a parillada argentina ou a crema catalana – todas preparações muito típicas de uma determinada região do mundo que têm gostinho especial quando provadas em sua terra de origem. E, se a viagem for guiada por um experiente chef e conhecedor dos melhores restaurantes do destino, a estada se torna ainda mais prazerosa.

A não ser que você seja amigo de algum chef, essa viagem seria praticamente impossível. Mas o mercado pede, e os empresários fazem. Daniela Hispagnol era proprietária do restaurante Toro, de comida espanhola em São Paulo. Por conta do trabalho, viajava muito e acabava sendo alvo de pedidos que se tornaram trabalhosos: amigos queriam dicas de restaurantes, hotéis, aulas de gastronomia e enologia por onde passavam. A amiga Tatiana Simões, que trabalhava numa associação de hotéis de luxo, a ajudava na tarefa. A demanda passou a ficar maior do que esperado – o que as fizeram abrir uma empresa.

A Gouté cria roteiros gastronômicos na companhia de chefs famosos ou ainda mais personalizados. Nesse caso, um casal, uma família ou uma pessoa sozinha pode escolher inúmeras tarefas dentro de uma agenda gastronômica local, como acompanhar um chef na compra dos alimentos até passar um dia inteiro dentro de sua cozinha. Ou seja, escolher um chef e pagar para ele te dar uma aula e deixar você xeretar como se pilota os fogões do restaurante. Uma experiência inesquecível e cara. “Cada atividade escolhida tem um preço, pode ser a visita ao mercado, uma aula individual ministrada por um chef famoso, aulas em escolas especializadas ou somente reservas em restaurantes escolhidos a dedo”, afirma Daniela, que já programou viagens para a França e Peru e recebeu turistas esfomeados em São Paulo. “O grupo vai ao Mercado Municipal, aprende a fazer caipirinha e recebe aulas de gastronomia”, diz.

As viagens já fechadas para o ano que vem, na companhia de chefs, começam no fim de março. Os “guias” experts serão Ana Luiza Trajano, Carla Pernambuco, Juliana Motter, Marco Kerkmeester, entre outros. Os destinos, Belém, Portugal, Nova York, Paris e as fazendas de café de Minas e São Paulo. O preço médio por pessoa: US$ 10 mil (de sete a oito noites). Confira a seguir alguns destinos famosos de turismo gastronômico e o que saborear em cada um deles. Boa viagem (ou seria bom apetite?)!

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